sábado, 22 de dezembro de 2007

Controlar o dinheiro... e o paradigma dos 47 cêntimos!

Gostaria de começar este Post agradecendo ao Eng. José Sócrates o excelente contributo que tem prestado à Carteira dos Portugueses e à Economia em geral. Ganhar 426€ por mês é mais que suficiente para viver, ele não diz é em que parte do Planeta! Mas eu vislumbro as boas intenções dele, um bom líder tem que ter sempre algum trunfo na manga e além do mais ainda não vislumbrei ninguém desde que este Blogue está em funcionamento.
Aqui reside o ponto fulcral da questão, desta vez digo onde ele está porque ainda é o só o 2º Post, quem ganhar mais que 426€ ou está a gastar demais ou então tem que poupar todos os meses o excedente, que no caso do Eng. José Sócrates não deverá ser muito, 47 cêntimos, bah!
A verdade é que no final de cada mês olho para a minha Conta Bancária e penso, onde raio gastei os meus 47 cêntimos? Não se iludam, raramente chego a alguma conclusão iluminada, sou um bocado fotofóbico.
O juízo final, “para o próximo mês vou conseguir poupar 47 cêntimos e começar a tão almejada poupança”, faço isto há 6 anos e o resultado tem sido um pouco monótono, o juízo final é sempre o mesmo. Em Janeiro começará o 7º ano e parece-me que vai ser desta, é o numero 7 que me vai dar força, foram 7 os Sábios da Grécia, foram 7 os dias de Criação do Mundo, forma 7 as Cabeças da Hidra de Lerna, foram 7 os anões da Branca de Neve, serão 7 os pontos que me levarão a ser um tipo poupado, consumidor consciente e investidor, para chegar ao fim do próximo ano com alguns milhares de cêntimos a mais no Banco.
Ora, aqui estão os pontos que me têm vagueado pela cabeça:


1. Saber exactamente quais são as minhas despesas para diminui-las.

Ainda não sei muito bem como mas… “I will try”! (pareceu-me que uma expressão em estrangeiro delimitada por aspas era capaz de dar alguma credibilidade ao Blogue).
O ponto de partida será saber quais são as minhas despesas, monitorizar os meus gastos, diminuir gastos supérfluos, encontrar alternativas inteligentes de poupança mas acima de tudo, manter o meu estilo de vida. Bah! posso continuar a jantar no restaurante, tenho é que arranjar quem pague!

2. Poupar pelo menos 20% do meu “active income”.

Basicamente, “active income” significa salário (lá está, novamente o estrangeiro!). No fundo a ideia é transferir para uma Conta a Prazo paralela ou para um Fundo de médio/baixo risco, 20% do ordenado mensal. Será através dessa conta que organizarei os meus investimentos e até mesmo um plano de reforma, sim porque acho que está na hora de pensar nisso, já tenho quase 30 anos.

3. Pagar primeiro a mim, depois aos outros.

O meu principal credor sou eu próprio, primeiro pago-me os tais 20% supracitados a seguir é que irei pagar as minhas contas e saber até onde me posso esticar. Com os meus credores posso negociar, comigo próprio não devo, pois quem fica a perder sou eu ou sou eu, a não ser que alguém não tenha amor próprio.

4. O meu dinheiro tem que trabalhar por mim, “passive income”.

Como eu já nasci cansado, tenho que arranjar uma forma inteligente de ganhar dinheiro sem trabalhar, segundo os gurus da nossa praça isso é bem possível. Através de inúmeras possibilidades de investimento, o capital acumulado tem que geral novo capital, em outras palavras, o meu dinheiro tem que trabalhar por mim dia e noite, especialmente quando estou a dormir. Estou a gostar desta ideia!

5. Usar a criatividade para arranjar novas formas de ganhar dinheiro.

Este pensamento parece-me oportuno. Ainda estive na dúvida de o pensar ou não, mas optei por o pensar, basicamente porque me permitiria introduzir uma antítese interessante, criatividade não é nem deve ser “Benchmark”, mas também não tenho que levar o conceito de criatividade à letra.
A ideia aqui é inovar, tentar fazer algo que ainda ninguém fez e se alguém o faz, é tentar fazê-lo de forma diferente e mais eficaz.

6. Não deixar que o medo de perder dinheiro seja o primeiro obstáculo de uma ideia de investimento.

A probabilidade de ser bem sucedido é directamente proporcional ao grau de ser chato. Eu nem gosto de tipos chatos mas a verdade é que até os maiores têm momentos difíceis, e se não fossem chatos desistiam e não voltariam a ser grandes. Presto aqui a minha homenagem a uma grande empresa chamada Apple Inc., Steve Jobs my friend, are you a boring person?

7. Conversar com pessoas bem sucedidas financeiramente.

Permitam-me a esclarecimento só para não haver mal-entendidos, “pessoa bem sucedida” é antagónico de Chefe, bah!
Conversar com pessoas que arriscam, que investem, que têm o mesmo objectivo de independência financeira, ajuda-nos a amadurecer ideias, a modelar formas de pensamento financeiro e até a chegar a conclusões simples mas demasiado subestimadas.


Eu sei que posso ser acusado de plágio, afinal os pontos não são nada originais, mas eu refuto essa possível acusação à partida. Nunca poderia ser plágio porque eu não copiei a ideia de uma pessoa, pelo contrário, copiei a ideia de várias pessoas logo a “personalidade jurídica” passa automaticamente de plágio para trabalho de investigação, embrulha que é Natal!
Para terminar este segundo Post, encontrei um desenho animado bastante interessante apesar de ser em chinês dobrado em brasileiro, mas que no fundo dá uma breve ideia de manejo de finanças pessoais, e é disso que eu quero falar neste meu Blogue.



domingo, 16 de dezembro de 2007

O Blog de que as Carteiras dos Portugueses Precisavam.

Como calculam, é com grande prazer que venho prefaciar este blog lindinho, bah! Não é que ele seja grande coisa, mas a verdade é que acabaram de me roubar a carteira e por isso estou perfeitamente ambientado com a temática do blog em questão… ladrões pá!



Disseram-me que o autor ia abordar aqui algumas temáticas relacionadas com essa nobre profissão de andar a tirar dinheiro às outras pessoas, a ladroagem vulgo amigo do alheio, mas eu acho que não, até porque já há muitos sites nacionais que todos os dias prestam vassalagem a tão nobres personalidades. Para além disso o autor parece-me uma tipo sério, eu diria até que chegou a ser catequista e isto de andar ligado à igreja torna-nos gajos sérios.


O que o autor vai fazer aqui, é mais uma análise pragmática das complicações que nos levam a esbanjar dinheiro desmesuradamente e sem controle, para que no fim de cada ano não tenhamos constantemente a mesma sensação de que fomos roubados, e que nem sabemos muito bem onde raio metemos o “graveto” que todos os meses entrou na nossa conta.


Ora, andam “praí” certos e determinados indivíduos que acham que o governo tem é que baixar os impostos, tem é que aumentar os benefícios fiscais, tem é que dar cabo dos que fogem à carga fiscal, e nós? Não temos que mudar a nossa postura perante as nossas finanças pessoais? Não temos que criar estratégias que nos permitam desabrochar da passividade financeira, “dinheiro faz dinheiro”. Quanto ao sistema fiscal deixam lá isso pá, é que a minha empresa há 10 anos que apresenta prejuízo, se tivesse que pagar impostos isso ia ser muito bonitinho ia! Obrigadinho shô Teixeira dos Santos.


QuemRoubouOMeuDinheiro? Um blog de consciencialização financeira da nossa carteira, um blog isento de qualquer pressão pseudo-partidária ou pseudo-bancária, um blog onde o autor vai expor ideias, pensamentos e devaneios que nos ensinarão a fazer contas sem ter que puxar muito pela cabeça, onde se vai falar de assuntos fulcrais, muitas vezes sem darmos conta, mas a verdade é que eles estão lá, porque o autor é um gajo sério e sabe muito (desculpem o ênfase do gajo sério mas… foi um pré-requisito contractual), é o maior.